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Bento Gonçalves é um dos mais belos e importantes roteiros turísticos da Serra Gaúcha. A vocação industrial e turística, as paisagens ‘bordadas de parreirais’ e a garra de seu povo fazem da cidade um lugar acolhedor e de natureza exuberante!
Escolhida pelo Ministério do Turismo como um dos 65 pólos indutores de turismo do Brasil, a Capital Brasileira da Uva e do Vinho tem na hospitalidade uma de suas características mais marcantes. Anualmente, a cidade recebe uma média de 800 mil visitantes, que buscam os atrativos singulares da região. Há ainda a opção de participar das inúmeras feiras e congressos nacionais e internacionais, ou desfrutar do contato direto com a natureza, praticando atividades de ecoturismo.
Em sua história de aproximadamente 120 anos, Bento coleciona alguns importantes títulos. É o berço da vitivinicultura do Brasil, sendo hoje reconhecido como a Capital Brasileira da Uva e do Vinho e é a primeira região do Brasil a obter a Indicação de Procedência pelo Vale dos Vinhedos.


Em 1875 inicia a imigração italiana na Encosta Superior do Nordeste, originando as Colônias de Dona Isabel (hoje Bento Gonçalves), Conde D` Eu (hoje Garibaldi) e Nova Palmira (hoje Caxias do Sul).
A Colônia Dona Isabel (Bento Gonçalves), criada em 1870, já era conhecida como Região da Cruzinha, devido a uma cruz rústica, cravada sobre a sepultura de um possível tropeiro ou traçador de lotes coloniais. Era época do escambo, da troca de mercadoria por mercadoria. A Colônia Dona Isabel sediava um pequeno comércio no qual os tropeiros faziam paradas para descanso.
Em 24 de dezembro de 1875, os núcleos do Planalto começaram a receber novos imigrantes e em março de 1876, o Presidente do Estado José Antonio de Azevedo Castro, anunciava a existência de 348 lotes medidos e demarcados e uma população de 790 pessoas, sendo 729 italianos. Simultaneamente pioneiros oriundos do Tirol Austríaco e Vêneto chegaram à esplanada onde hoje está situada a Igreja Matriz Cristo Rei. |
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| Vista do Centro de Bento Gonçalves no dia 9 de maio de 1915. À esquerda o atual Palácio Municipal - Acervo: Museu do Imigrante |
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A troca, compra e venda de produtos era feita na sede da colônia, após longas caminhadas por estreitas picadas (trilhas abertas no meio da mata) demarcadas pelos próprios imigrantes. Entre os imigrantes havia ferreiros, sapateiros, marceneiros, alfaiates, carpinteiros, entre outros profissionais que estabeleceram seus negócios dentro de suas especialidades, atendendo às necessidades locais. O surgimento das construções das casas, os instrumentos de trabalho e o mercado foram acompanhando o desenvolvimento de Colônia Dona Isabel e também as exigências que se apresentavam. Frente ao desenvolvimento as condições das estradas foram melhorando e surgiram as primeiras carretas. Em cinco anos, houve um acréscimo de quatro mil habitantes, entre nascimentos e novos imigrantes.
Em 1881 inicia a abertura da primeira estrada de rodagem ligando a Colônia Dona Isabel a São Jõao de Montenegro (hoje Montenegro). O início do povoamento foi marcado por inúmeras dificuldades. Em 1877 a Colônia Dona Isabel sediava três casas comerciais, duas padarias, uma fábrica de chapéus e um total de 40 casas comerciais que ofereciam serviços e produtos diversos em todo o território da colônia.
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O município foi emancipado em 11 de Outubro de 1890 e possui 382 quilômetros quadrados de área. O clima subtropical varia de -3ºC no inverno a 36ºC nos meses mais quentes do ano. Com pouco mais de 104 mil habitantes, Bento Gonçalves figura entre as 10 maiores economias do Rio Grande do Sul, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 2.015.000.000,00 e renda Per Capita de R$ 21.336,00.
Bento Gonçalves é a Capital Brasileira da Uva e do Vinho e o maior e mais expressivo pólo moveleiro do Estado. Destaca-se pela qualidade de vida, sendo a 1ª em Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Rio Grande do Sul e a 6ª do Brasil conforme estudo feito pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2003. O índice leva em consideração itens como longevidade, educação, saúde e renda. |
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Foi criado em 12 de dezembro de 1966, pela Lei Municipal 216. É utilizado em todos os documentos oficiais do município. O brasão recorda em seus símbolos e cores o desenvolvimento industrial do município, a uva, o vinho e o caráter do seu povo, expresso pelo dinamismo e organização. |
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A bandeira sugere paz e exalta o trabalho da família bento-gonçalvense como único fator do progresso da comunidade. O símbolo foi criado em 23 de setembro de 1968, através da Lei Municipal 285. Suas características: retângulo branco, tendo ao centro o Brasão do Município, com uma faixa vermelha em diagonal, coincidindo com a faixa vermelha do Brasão, com a legenda "Paz e Trabalho". |
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HINO A BENTO GONÇALVES - CAPITAL DO VINHO
Bento Gonçalves querida,
Bordada de parreirais,
Terra estuante de vida
Origem de nossos pais.
Bento Gonçalves querida,
Bordada de parreirais,
Onde o vinho borbulhante
Jorra jorra em cascatas reais
Salve esta terra fecunda,
Que a mão divina criou
E com trabalho e fé profunda
O imigrante desbravou
Bento Gonçalves querida,
Meu desejo é teu progresso
É ver-te de fronte erguida,
Altiva,
No tribunal do universo!
Nome de grande vulto,
Que o Rio Grande soube honrar,
Meu rincão é meu culto
Do Brasil é meu altar.
Uvas de várias castas,
Enriquecem a região,
Com teu doce vinho afastas
As mágoas do coração
A ti meu melhor carinho,
Linda Capital do Vinho.
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O Palácio Municipal tem arquitetura neo-clássica com influência portuguesa. Foi inaugurado no dia 20 de setembro de 1902. Naquela época, junto com a administração da então Intendência Municipal funcionavam a Delegacia de Polícia, a cadeia, a Guarda Municipal e o Colégio Elementar, hoje Escola Estadual de Ensino Fundamental General Bento Gonçalves da Silva. Com o passar dos anos e com o desenvolvimento da cidade as repartições foram se mudando para sedes próprias, restando no atual prédio apenas parte da administração municipal.
Até 1901 o terreno onde hoje está situado o prédio abrigava uma casa de madeira de um piso onde funcionava a Escola Pública, que servia também como moradia dos encarregados de receber os imigrantes, como quartel das Forças Municipais, e, posteriormente, como prisão. A intendência municipal funcionava, entre os anos de 1893 a 1901, na residência do Sr. Domingos Loss (hoje Edifício Zanoni, também no Centro).

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